Dourados News pergunta: Com a educação sempre em transformação, o que seu projeto tem de novidade?
O Dourados News continua com as rodadas de perguntas e respostas com os candidatos ao Governo do Estado e nesta quarta-feira (30/9), um dos eixos em destaque é sobre a educação pública no Mato Grosso do Sul.
Até a sexta-feira, o portal traz ao leitor diversas temáticas tratadas com os postulantes ao cargo.
Foram convidados os oito candidatos, com as perguntas entregues a todos.
O primeiro turno das eleições acontece no próximo domingo (4/10). Em caso de eventual segundo turno, uma nova disputa acontece entre os dois mais votados em 25 de outubro.
Dourados News pergunta: A Educação vem passando por constantes transformações. O que o senhor apresentará de novidade para a área, caso seja eleito?
Fabio Trad (PT) - Integraremos o programa estadual de permanência escolar ao Pé-de-Meia federal para combater a evasão. Na valorização profissional, apresentaremos plano plurianual de concursos públicos para reduzir contratos temporários e a injusta diferenciação salarial existente entre concursados e convocados. Também fortaleceremos a infraestrutura escolar e o transporte para garantir ensino de excelência a nossas crianças e jovens.
Lucien Resende (PSOL) - Universalização da educação em período integral, garantindo mais oportunidades de aprendizagem, cultura, esporte, lazer e alimentação adequada, dando às nossas crianças e jovens o direito de escolha sobre o seu futuro. Vamos valorização os professores e servidores administrativos com melhores condições de trabalho, formação continuada e respeito aos direitos da categoria. Além disso, temos o compromisso de igualar os salários de contratados e concursados. Outro compromisso é a realização de concursos públicos, para suprir a falta de profissionais na rede de ensino, garantindo estabilidade e qualidade no atendimento.
Eduardo Riedel (PP) - A transformação continua. A escola em tempo integral, com oferta de educação profissional, chegou aos 79 municípios e hoje cerca de 55% dos alunos do ensino médio frequentam essa modalidade de ensino, preparatória para o primeiro emprego. O próximo passo é ampliar o tempo integral no ensino fundamental, em parceria com os municípios, inclusive para melhorar a condição deles de fazer investimento em creches. Vamos fortalecer alfabetização nos primeiros anos e a matemática em todo o ciclo, expandir robótica, tecnologia e inovação, investir na formação dos professores e aproximar ainda mais a educação profissional das vocações econômicas de cada região.
João Henrique Catan (NOVO) - Vamos trabalhar com tecnologia, formação técnica e profissional, qualificação do ensino integral, combate à evasão e maior integração entre escolas, universidades e setor produtivo. Também defendo a valorização de quem está dentro da sala de aula e a equiparação salarial entre professores efetivos e convocados. Precisamos olhar para os resultados e fazer o investimento chegar à sala de aula, preparando nossos jovens para as oportunidades que surgem no Estado. Outro ponto é a inclusão. O Estado precisa ter equipes preparadas para orientar as escolas no atendimento de alunos com deficiência, autismo e outras necessidades específicas.
Jeferson Bezerra (AGIR) - Transição do modelo tradicional para formatos que colocam o estudante como protagonista. Integração de ferramentas tecnológicas e inteligência artificial de forma equitativa para apoiar o aprendizado, e não apenas como substituição do papel físico. Expansão das escolas de tempo integral, conectando o currículo básico a atividades culturais, esportivas e de formação profissionalizante. Garantia de internet de alta velocidade e infraestrutura tecnológica para todas as escolas. Programas de capacitação docente focados no uso de novas tecnologias. Melhoria das condições de trabalho e atratividade da carreira docente.
Delcidio do Amaral (PRD) - Quero uma escola que ensine de verdade desde as séries iniciais e prepare nossos jovens para as oportunidades de cada região, com ensino técnico e tecnologia. Para isso, vou valorizar professores e administrativos, oferecer formação e abrir concursos públicos. Muitos desses profissionais sustentam a escola há anos, sem a chance de ingressar na carreira por concurso. Também vou rever a contribuição de 14% cobrada de aposentados e pensionistas. É injusto continuar pesando no bolso de quem trabalhou a vida inteira. Respeitar quem ensina e quem já ensinou é o primeiro passo para mudar a educação.
Os candidatos Daniel Lemes (PCO) e Economista Renato Gomes (DC) não responderam aos questionamentos até o momento.
Por Adriano Moretto

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