EUA passam a exigir redes sociais abertas de jornalistas que pedirem visto
Medida passa a valer na próxima quinta-feira (1°) e também inclui profissionais com vistos TN e TD. Emissão de vistos americanos é um privilégio, não um direito, diz a pasta.
Os Estados Unidos vão exigir dos jornalistas que queiram vistos de para trabalhar no país que deixem suas redes sociais abertas a partir desta quinta-feira (1º). A decisão foi comunicada nesta quarta (30) no perfil do X da Embaixada dos EUA no Brasil.
Segundo o comunicado, a medida visa facilitar a verificação da identidade dos solicitantes. O objetivo é identificar pessoas que possam ser consideradas "inadmissíveis" nos EUA por representar uma ameaça à segurança nacional.
A mudança vale para três tipos de vistos:
visto I - para representantes da mídia estrangeira;visto TN (Trade NAFTA/USMCA) - para profissionais do Acordo EUA-México-Canadá que vão trabalhar temporariamente nos EUA;visto TD - para dependentes de pessoas com o visto TN.
"A concessão de um visto dos Estados Unidos continua sendo um privilégio concedido a critério do governo, e não um direito", justifica a nota.
Além dos vistos, o Departamento de Estado informou que a análise de presença on-line já é aplicada a outras categorias de vistos de não imigrante. Segundo a pasta, a análise utiliza todas as fontes de informação disponíveis durante a avaliação dos pedidos de visto.
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Mudanças na emissão de vistos
Em julho, o governo dos EUA também anunciou uma mudança específica para jornalistas estrangeiros. Uma regra do Departamento de Segurança Interna previa limitar a permanência de profissionais com visto I a até 240 dias, ou 90 dias para jornalistas com passaporte da China continental. A medida substituiria o sistema que permitia a permanência durante todo o período da atividade profissional.
A regra, prevista para entrar em vigor em 15 de setembro, foi bloqueada por um juiz federal no dia anterior. A decisão mantém temporariamente o sistema anterior enquanto a disputa judicial continua.
BATANEWS/G1

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